terça-feira, outubro 20
sábado, junho 21
pitchul da caralha groove voadora
,meu nariz moleque descarado
as borboletas voam no meu travesseiro de flores
partilham pólen na noite
o copo é bonito mas conteúdo é melhor
dois ou três quartos de hotel de esquina
chupo a buceta de vênus
e ela squirta
mas tá preciso mijar
e o Fabroronha cerca a porra da porta do banheiro
privada linda molhada de porra
gozando a vida após estar tudo escorrido e colado nos pelos suados das pernas
e barba
montadores na tempestade
me sinto velho demais pra isso
sábado, novembro 16
meio de novembro e tropeçou-se em uma poça de água, mas não chovia na hora. os dentes trincavam num frio qualquer de princípio de noite: principiava uma noite: meia-hora de fila no mercado por menos de duas horas e vinho na cama. quebra o silêncio com promessa, do jeito mais irresponsável possível, mas vai sair por falta de vinho.
domingo, outubro 27
buenos aires
Daria para sentir o balançar quase marítimo da estrada, junto com a batida e a letra do rap que tocava à espera, no rádio. Vivia tirando os olhos da frente para aumentar o volume nas partes específicas. Ainda não perdeu uma curva ou bateu de bobeira. Era aquela parte do ano de novo e a música tornava-se providencial de novo, o refrão perguntando sobre toda a confusão que aconteceu com eles; Where did it go? What you wanted it to be? e responde o que já ouviam há mais de cinco anos, pelo menos três juntos. Sorriem no futuro. Têm que parar no próximo posto porque ela tem sede e ele quer mijar.
quarta-feira, outubro 23
é
Não. Mas algum do seu silêncio soa até apropriado, com tudo impresso e revisado. Pronto para postar. E se imagina soltando tudo de vez, por exemplo os arranhões do último tombo ou o lance do jornal. A boca seca, tem que parar e ver a garrafa sendo besta de novo. A câmera também olha negligenciada, e os livros, cansados, pedem um tempo para uns filmes. Tudo vira silêncio e tem uma hora a mais escrita nas olheiras, adiantemos mais os relógios.
Falta água e p.s.
Falta água e p.s.
terça-feira, outubro 22
terça-feira, maio 21
Orango
Tanto fez que conseguiu
Tanto fez que conseguiu
passou a perna por detrás
jogou os dedos para longe
segurou com força os dedos
chicoteou no cotovelo o peso do corpo
violentamente aparou as costas no antebraço
lançou os pêlos enraizados para frente com desejo
caiu o corpo dentro do vestido alaranjado
repete
terminou o passo justo no furôr do silêncio
passou para o próximo e os próximos galhos enfim
na música, logo seguido de mais batidas e tango.
quase ciente do ritmo cantado pelas frutas nos pés.
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