sábado, setembro 18

Lucidez: Semioutra

As suas maçãs altíssimas
A boca super supimpa de
Lábias rosadinhas.
O queixo moldado de dunas
Arqueado de frio e macio e
Pronto para tempestades de franzir.
As cacho-eiras lisas n'ouradas
Caindo sempre na frente das orelhas
Que eu acho que nunca vi.
A sombra de trás do nariz
Não sobe a proporção remediada
Da encosta da praia.
Escuras as bordas dos gêiseres
Que molham se não estiverem quentes
E quase não queimam:
Todo o fogo que sai de lá é só a vingança dos meus pensamentos sobre o cotovelo de covarde. Esquece, meu.
Formando de cima para baixo
E destruindo outras necessidades funcionais,
Passarinho que voa com cara de Jacu.
Aposto que espera a ansiedade brotar
De lá de trás da curva dos prédios
Para fingir que não liga e vai embora.
Voa quebrando até esse vento
Que vem perseguir uns passos na areia
E levar tudo para o destino que não existe.