domingo, novembro 29

Dans la rue

Aceito os termos de contrato. Com coração derretendo e tudo mais, mas de bom grado. Eu vejo a ciudad que me olha sem se mover. Pulsa e pula. Ainda não se move, por mais que eu desejasse. Quando meus olhos tornam à besta, entornam a luz na ciudad e retornam a mim, vertigo é o novo nome da ciudad, ainda inerte, agora sem parar. Gosto de palavras difíceis como gosto de gosto e sempre gostarei. De vez em quando, espero que o gosto retorne, de besta, para meus olhos falhos. Para meus óculos e colírios. Quando o gosto me voltar à boca e arrebatar a língua no amargo e doce que ciudades y copas me deliriam, então assim meus desejos de caçador se dissipam, como se dissipa o desejo do gosto dissipar. Gosto de sorvete, gosto de limão e sal e tequila. Gosto de bilhetes e não-falar. Gosto de olhar as coisas caindo, caindo, fazendo barulho no chão, implodindo por fora, e ver os pedaços voando, quicando e continuando a fazer barulho. Quebrar as coisas. Quebrar vidro e espelhos - porque são fáceis. Quebrar ossos e óculos. E as coisas caem.


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continuo sem parágrafos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Para novos parágrafos, basta um ponto final.

É o que dizem