O que quer essa sombra?
vindo na surdina, com embaraço.
Me arrastando pelas fronhas pálidas,
devorando-me em desespero.
Deixando soltar minha pele.
Me descama, fruto fresco.
presa pequena na teia da contradição.
O que sobrou nesse quarto
quanto mais som desfaz
as colchas leves sobre as fronhas que a luz
já foi?
Eu sou o som do fim
do murmurinho.
Eu me desfaço nos cantos do quarto.
Você não existe
dentro da rachadura da
parede e da madeira.
O quarto está vazio e
escuro com a luz entrando
tímida e saindo nas frestas.
Eu sou a sobra.
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Estou encantado com essa menina, tenho que dizer.
Um comentário:
Encantamentos fazem bem, tenho que dizer.
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