segunda-feira, agosto 30

Paquera no Campo

Sempre os olhos me fazem pegar fogo
Porque fica me olhando com um sorriso
como quem diz que estamos esperando
Mas espera que eu não chegue perto
            
Essas coisas me embolam mais que seus dedos
quando se vão numa de me dizer aiais
E outras perversões no meio da noite
que costuma vir fria para quebrar termotraumas.
          
E você costuma surtir uns efeitos estranhos
quando vai andando para os cantos dos prédios
E agora são seus braços girando no ar parado
que me pegam num fogo vermelho de socar árvores.
       [enquanto você vai andando con él.

Não me animam nem a métrica-poiese ou as rimas
de ver suas pernas cumprir das daqueles passos
ou o contido e receoso discurso gaguejado
de quem não quis ser visto com você tão tarde.

Não concordo com você quando ressoa uma alma pura;
não era quando eu a conheci nem parece ser agora.
Seu corpo é o que me destaca desse gosto de sol
que sobra na boca da noite para a conclusão sensata:
                 [eu nem quero saber da sua alma.

--
pronto

Um comentário:

Lívia Corbellari disse...

se foi a puta q pariu então não é seu