sábado, outubro 6

Fábula semi-poética (ou patética) à duas mãos

Era uma vez dois olhos azuis pulando no rosto dela,
aí veio um Gato e 'rancou os olhos dela.
E comeu, o Gato, aqueles dois olhos azuis dela,
depois vomitou, o Gato, os olhos azuis dela.

Ela, sem olhos azuis, decidiu pegar os olhos amarelos do Gato,
aí ela, tateando, sem querer, 'rancou as bolas do Gato.
Com dor, os olhos amarelos saltaram de cima dos bigodes do Gato.
depois veio um Gavião e comeu os olhos do Gato.

Condor de olhos pretos atacou o Gavião no ar e fez cair os olhos dele no chão,
e os dois caíram na porrada e o condor esfregou o nariz do Gavião no chão.
Com dor, o Gavião gritou rouco e pouco e bateu as asas, mesmo no chão,
e o Condor estrangulou o Gavião até as tripas se espalharem no chão.

Voltou o Gato sem bolas e procurou seus olhos nas tripas do Gavião,
como não achou, 'rancou a moela do Gavião.
E Ela, por ali passando com as bolas do Gato na cara, não viu a morte do Gavião,
tropeçou, caiu e morreu nas tripas do Gavião.

O Gato, então, tirou os olhos pretos do Condor para poder ver o enterro dela,
mas ninguém fez o enterro dela.
Porque sonhou Ela assim, com dois olhos azuis dançando no rosto dela,
e acordou com tripa de Gato, olho de Gavião e bigode de Condor na cama dela.

Moral: 'Rancar rancor de gato preserva as cores da TV.

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Porque é divertido.

Um comentário:

Anônimo disse...

coitado, do gato.