Soltou-se, eu gemi. Ele largou a corrente e me empurrou para trás, me fazendo deitar. Seus movimentos eram bruscos, brutos, e repletos de ansiedade, e nesse momento eu me senti como se fosse seu mestre. Afinal quem estava servindo a quem?
Senti o corpo dele pressionando o meu, novamente. Queria abraçá-lo, mas as algemas não deixavam, e eu não iria interromper o beijo. Deixei minhas mãos entre os nossos corpos, mas não paradas.
Toquei sua barriga, levantando sua blusa, tirando-a de dentro da calça apertada dele. Ele estremeceu, e eu me assustei. Ele nunca esteve tão inseguro como hoje. Espalmei as mãos, na barriga dele, com carícias tentadoras. Senti a barriga dele se contrair. E sorrindo dentro da boca dele, eu puxei o cós da calça, forçando minha mão para dentro, mas não conseguia.
Senti sua boca se alargar em um sorriso. Interrompeu o beijo, distanciou o rosto um pouco, assoprou dentro da minha boca entreaberta, fazendo-me sentir o hálito dele, até o ar ele sabia usar como carícia. De novo a língua dele voltou para umedecer os lábios, mas desta vez umedeceu os meus. Estava tudo muito bom, perfeitos momentos de prazer, mesmo que cancelassem meu desejo inebriante de algo mais forte, mais intenso, mais profundo. Algo mais vermelho.
Senti de novo sua respiração vacilar em ansiedade, e hesitei, mas não interrompi o momento.
Tenho que saber o que há com ele, algo realmente me preocupa. Então ele sorriu, maravilhosamente, me fazendo querer esquecer tudo. Eu o queria, de qualquer jeito; correram suas mãos no meu peito. Desceu minha barriga e finalmente, desabotoou sua calça, segurou minhas mãos e as guiou até o cós, novamente, o qual eu puxei firmemente para baixo, porém com moderação, tentando-o, mas sem sucesso, a posição não era favorável.
Deu-me um beijo final, mordendo meus lábios por fim. Afastou-se. “Agora obedeça, depravado.” Isso! Isso! Isso! Agora começamos a escorrer. Branco e vermelho é uma combinação linda.
De pé, ele agarrou a corrente de novo e me puxou, deixando-me de joelhos, encarando sua calça desabotoada e meio torta. “Tire-a” Tentei levantar as mãos para cumprir a ordem, mas o senti puxando, novamente, a corrente, com força, me fazendo bater com a cara na sua cintura. “Com a boca.” Disse tão pausadamente que o tempo parecia se desfazer. Eu sorri, olhei pra cima e vi em seu rosto um sorriso malicioso, mais lindo que o anterior.
Virei-me para frente e mordi a calça dele. De joelhos me afastei um pouco do seu corpo, e tentei abaixar sua calça, ainda sem sucesso. “O volume aumentou, mestre. Não consigo tirar.” Disse enquanto estava a conter os risos.
Em resposta, ele puxou mais forte a coleira fazendo com que meu rosto batesse em sua coxa. “Não mandei você falar.” Mas eu sabia que ele adorou ouvir minha voz.
“Incompetente, não consegue nem tirar minhas calças.” Me apoiei com os cotovelos na sua coxa, tentando tirá-las. “Deixe!” E deu um passo rápido para trás, me fazendo desabar no chão. Tentei em vão me apoiar nos cotovelos, caí de cara do chão. Ouvi-o gemer antes que o eco da minha queda cessasse. Mas se recompôs e austero lançou a corrente ao chão e se apressou a baixar as calças, com dificuldade e sucesso. Agarrou a corrente novamente e puxou-a para cima, me deixando de joelhos ainda.
Com a calça nas coxas e seu membro rígido eu não olhei para cima, esperando ordens, tentei ir direto ao ponto, mas ele impediu, dessa vez com o chicote que eu não o tinha visto pegar. “Tire minha calça agora, insolente.”
Mordi o cós da calça, sentindo algo a mais me tocar a cabeça. Com os dentes bem firmes fui abaixando a calça, finalmente, até chegar aos pés, quando eu já me encontrava com as mãos no chão, de joelhos. O chicote dele me pousou na cabeça. “Fique... Assim.” Não vi, mas sei que ele sorriu. Segurou forte na corrente, e me rodeou, parando logo atrás de mim. Com o chicote ele levemente desceu a bermuda esfarrapada que eu vestia.
Eu o amava! Amava vê-lo sorrindo, amava vê-lo com o rosto indubitavelmente desleixado, pensando no nada, com o sol na cara. Amava vê-lo de qualquer jeito. Mas tinha outro sabor quando ele estava dentro de mim.
Suamos juntos alguns momentos. Gememos juntos. Eu com a cabeça apoiada no assoalho, e ele com a corrente frouxa em uma mão, o chicote já havia sido lançado para longe, sua outra mão apoiada no mesmo assoalho vitoriano. Daria tudo para ter a visão de seu quadril se mexendo, mas daria muito mais para não sair daquela posição.
O chicote estalou de novo. Minha boca gritou feliz, quase um gemido e minhas costas se marcaram vermelhas, eram mais que arranhões. De novo. De novo. De novo e mais várias vezes, até que ele gemeu forte, quase um grito. Foi intenso, molhado, cheio de prazer, foi mais que um gozo. Ele deitou-se nas minhas costas, me permitindo dobrar os joelhos. Deitados no tal assoalho, ele dentro de mim, ofegando juntos: foi só mais uma transa.
Ou, quase. Enquanto o silêncio nos pairava, solene, pensávamos que tinha sido só mais uma de nossas transas. Quando percebemos mais gemidos ao fundo, sonoros e em um ritmo frenético. Prestamos atenção, em meio aos nossos suspiros. Os gemidos vinham da escuridão direcionada à porta do aposento. Ele fez com que eu me levantasse e pediu que ficasse em silêncio. Fomos até a porta, ele na frente, sem as calças, confesso que quis rir, mas permaneci em silêncio devido à curiosidade. Os gemidos estavam ficando mais altos, mais intensos, mais provocantes.
Bruscamente, ele abriu a porta junto com um gemido um pouco mais excessivo. Espantamo-nos com quem vimos. Quando ele abriu a porta totalmente eu tive certeza de quem era, e o que fazia.
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