quinta-feira, julho 12

Poiné

Tudo se faz tão sombrio
Não há mais música
Não há mais sol.
A chuva cai e nada mais

Sem sorrisos,
Sem palavras.
Sem mais nada.
Sem sentidos sem ser nada
Sem ter tido
Sem ter nada

Nem sentido
Nem prazer.

Sem o sonho sem um nada
Sem a dor da punhalada
Sem a raiva deste mundo
Sem nada.

Mas dói e tanto se faz
Quanto a sonhar e nada mais
Quero paixão e seus sentidos

Paixão me satisfaria,
Pois a paixão, de tão rápida
Destrói a dor e tudo mais,
E paixão, por rápida ser

Até a morte ela mata
Contudo
Não mata quem se quer
Da vida se queixar

E sem vida fica
Sem nenhum consolo ter
Esperando a morte chegar,
Por sem mais paixão viver,
-tolo

E morre a sorrir em sonhos
Mas morre por tudo menos paixão
Pois algo de impossivel
Pro apaixonado
É morrer pelo coração.

Quando o tolo se apaixona
Não vê o abismo
Não cai e não morre
Não chora e não mata.

Pois pra morrer
Não é de paixão que precisa
Pois o coração só se mata
Quando o amor o infarta.




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Já passou tanto tempo.

3 comentários:

Anônimo disse...

[Pois pra morrer
Não é de paixão que precisa
Pois o coração só se mata
Quando o amor o infarta.]

*-*
Muito foda!
Muito mesmo.

Elza disse...

"Pois o coração só se mata"
Eu quero matar o meu, quero que ele morra para o amor!!
Ow coisa complica essa de amar!!
Bom final de semana.
=]

Gi. disse...

Você é um artista. Coisa de artista.