terça-feira, agosto 21

Prima Prosa Azul

Que o cansaço que o cansa, canse.
Que a sonolência que o envolve, incolor,
Queira ir-se embora doente, câncer
Que queima a sorte de sorrisos, indolor.

Que uma curva forte me desestabilize, quebre
Queda leve e sem som, caindo sombras no muro,
Que não desaparecem no medo ou ímpeto da luz, febre
Que desce como forte chuva no telhado, e o escuro.

Quero que o frio goteje em mim, incessante,
Quando não houver mais água, lactante.
Quando não houver mais fonte, esterilização
Quando não houver mais refúgios para uma rima forçada.

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Estou com a sensação de ter estragado.

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