Me foge à cabeça as coisas que dissemos
Nas vezes que vivemos os dias sadios.
Me foge à memória os dias desabraçados
Que sonhamos as noites todas bem acordados.
Me foge à precisão o dia em que nasci
E o dia em que me comprei sorvete de limão.
Me foge à ilusão voltar atrás
Mas além da minha ilusão não há mais realidade.
Me fode a cabeça as coisas que dissemos
todas as vezes que vivemos desacordados.
Me fode a memória os dias desabraçados
Que sonhamos com saúde sem saudade sem sal.
Me fode a precisão o dia da minha morte
Que se aproxima tão real quanto à queda.
Me fode a ilusão voltar atrás
E ela goza.
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Perdão para as próclises indevidas.
2 comentários:
td bem, esta perdoado
Tive a ligeira impressão de ter lido isso antes, por aqui mesmo. Ou pode ser só engano meu (ou uma espécie maluca de deja vu).
P.S.: Perdoe o comentário impertinente, mas... não aguentei.
:)
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