domingo, junho 6

Perdoe a expressão, mas

Me foge à cabeça as coisas que dissemos
Nas vezes que vivemos os dias sadios.

Me foge à memória os dias desabraçados
Que sonhamos as noites todas bem acordados.

Me foge à precisão o dia em que nasci
E o dia em que me comprei sorvete de limão.

Me foge à ilusão voltar atrás
Mas além da minha ilusão não há mais realidade.

Me fode a cabeça as coisas que dissemos
todas as vezes que vivemos desacordados.

Me fode a memória os dias desabraçados
Que sonhamos com saúde sem saudade sem sal.

Me fode a precisão o dia da minha morte
Que se aproxima tão real quanto à queda.

Me fode a ilusão voltar atrás
E ela goza.


--
Perdão para as próclises indevidas.

2 comentários:

Lívia Corbellari disse...

td bem, esta perdoado

Paula Ceotto disse...

Tive a ligeira impressão de ter lido isso antes, por aqui mesmo. Ou pode ser só engano meu (ou uma espécie maluca de deja vu).

P.S.: Perdoe o comentário impertinente, mas... não aguentei.
:)