quarta-feira, junho 2

MP #2.1

Muito Prazer. Nós construímos uma religião que jamais chamaremos religião. Mais precisamente, escrevemos em poucas palavras de um  concussivo de mentes, minha mente, a mente dela, a explicação mais decente e interessante para qualquer criacionismo evolutivo sem sentido. Nossa primeira regra ainda se aplica tanto quanto a segunda regra. Somos Alexander Supertramp e Clint Eastwood. Nós fomos a literatura mais refinada de Criciúma. E ninguém jamais poderá contestar, porque ninguém jamais irá ler o que escrevemos juntos. Matamos mundos inteiros com a tristeza quase metalinguística de um prisma frio. Uso palavras feias e complicadas, por termos tido um momento bonito e simples assaz. Naiara, meu precioso pequeno mundo longe de tudo. Raro, branco e triste feito um unicórnio sozinho.
A conheci por engano. Depois de um filme impressionante, a vi na rua e a confundi com aquela atriz bonita. Em um pequeno momento de epifania e coragem, a convidei para café para saber se era realmente aquela atriz. Não era, mas era a próxima Westwood que me esperava pra mais café. Foram com os guardanapos emprestados de uma lanchonete pequena que descrevemos a morte de todo mundo. Digo, toda a morte do mundo. Os guardanapos jamais se perderam, depois de se rasgarem nas nossas bolsas. Semanas inteiras se passaram, e continuam passando até hoje.

3 comentários:

Lívia Corbellari disse...

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Anônimo disse...

Tão incrível quanto cartas com capas de girafas, que me assustam e dão um pouco de medo, mas eu gosto disso. Mesmo assim.

Fernanda disse...

adorei!
nem sei bem o que comentar,mesmo.
parabéns!